A trombose é a formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, atrapalhando a passagem do sangue. Ela se relaciona com o coração de mais de uma forma. Quando o coágulo se forma nas artérias, pode bloquear o fluxo e causar um infarto. Quando surge nas veias, principalmente das pernas, pode se soltar e chegar ao pulmão, sobrecarregando o coração. Algumas condições cardíacas, como a fibrilação atrial, ainda favorecem coágulos dentro do próprio coração. A boa notícia é que grande parte dos casos pode ser prevenida com hábitos saudáveis e acompanhamento. Conhecer os sinais e os fatores de risco ajuda você a se cuidar melhor.
O que é trombose e como ela se relaciona com o coração
A trombose acontece quando se forma um coágulo dentro de uma veia ou de uma artéria, bloqueando a circulação naquele ponto. O sangue precisa fluir livremente para levar oxigênio aos órgãos, e o coágulo funciona como uma barreira.
O coração está no centro dessa história porque bombeia o sangue para o corpo todo. Se um coágulo bloqueia uma artéria do coração, pode causar um infarto. Se ele se forma numa veia profunda da perna e se solta, pode chegar ao pulmão e sobrecarregar o coração.
Trombose venosa e trombose arterial: as diferenças
Existem dois grandes tipos de trombose. A trombose venosa ocorre nas veias, mais comum nas pernas, e é chamada de trombose venosa profunda. O maior perigo é o coágulo se desprender e viajar até o pulmão, causando uma embolia pulmonar, que exige atendimento rápido.
Já a trombose arterial acontece nas artérias, que levam sangue rico em oxigênio aos órgãos. Quando bloqueia uma artéria do coração, provoca o infarto; quando atinge o cérebro, causa o AVC. Costuma estar ligada às placas de gordura nas paredes das artérias, a aterosclerose.
Quando o próprio coração forma coágulos
Em algumas situações, o coágulo se forma dentro do próprio coração. A causa mais conhecida é a fibrilação atrial, uma arritmia em que os átrios batem de forma desorganizada. O sangue deixa de circular bem em uma parte do coração e pode coagular ali.
O risco é esse coágulo se soltar e ser levado até o cérebro, provocando um AVC. Por isso, muitos pacientes com fibrilação atrial usam anticoagulantes, remédios que reduzem a chance de o sangue coagular onde não deve. Essa decisão é sempre individual e acompanhada pela cardiologista.
Fatores de risco da trombose
Vários fatores aumentam a chance de trombose, e alguns podem ser mudados. Ficar muito tempo parado, em viagens longas, no pós-operatório ou em uma internação, favorece coágulos nas pernas. A desidratação também pesa nesse cálculo.
Há ainda fatores hormonais e de saúde que merecem conversa com o médico. O uso de anticoncepcionais ou de reposição hormonal, a gravidez, o câncer e as trombofilias, doenças genéticas da coagulação, elevam o risco.
Sinais de alerta e quando procurar ajuda
Reconhecer os sinais faz diferença, porque a trombose tratada cedo tem melhor desfecho. Na trombose venosa da perna, os avisos costumam ser inchaço em uma das pernas, dor ou peso na panturrilha, vermelhidão e calor no local.
Alguns sintomas indicam emergência e não podem esperar: falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue, dor que aperta e irradia para o braço, ou sinais de AVC como boca torta e fraqueza de um lado do corpo. Nesses casos, ligue para o SAMU (192).
Como prevenir e cuidar do coração
Boa parte das tromboses pode ser prevenida com atitudes simples. Movimentar-se com regularidade, evitar longos períodos parado, manter-se hidratado, não fumar e cuidar do peso já reduzem o risco. Em viagens longas, vale levantar, esticar as pernas e, se indicado, usar meias de compressão.
Controlar a pressão, o diabetes e o colesterol protege as artérias e o coração. Se você tem fatores de risco ou já teve trombose, uma avaliação cardiológica ajuda a definir o cuidado certo. A Dra. Fernanda Pimenta avalia o seu histórico, orienta a prevenção e acompanha quem usa anticoagulante.