Ferramenta educativa
Calculadora de Risco Cirúrgico (Índice de Lee)
O Índice de Lee, ou RCRI, é um dos escores mais usados no mundo para estimar o risco de complicações cardíacas em cirurgias não cardíacas. Marque abaixo o que se aplica ao seu caso e veja a classificação correspondente.
Nada do que você marcar sai deste navegador. O cálculo acontece no seu próprio aparelho: nenhuma informação é enviada, salva ou registrada.
Isto não é um diagnóstico nem uma liberação para operar. O Índice de Lee usa apenas seis variáveis e deixa de fora fatores decisivos como capacidade funcional, idade, tipo de anestesia, doença valvar, arritmias e a urgência do procedimento.
As estimativas de risco variam entre os estudos publicados, e por isso esta calculadora mostra a classe, não um número exato para o seu caso. Quem estima o seu risco real é o médico, na consulta, com o seu histórico e os seus exames em mãos.
Como o Índice de Lee é interpretado
O escore soma um ponto para cada fator presente e organiza o resultado em quatro classes. Quanto mais alto, maior a chance estimada de complicação cardíaca grave no período da cirurgia, como infarto, edema agudo de pulmão, parada cardíaca ou bloqueio total.
Classe I (0 pontos) e Classe II (1 ponto) costumam ser tratadas como risco baixo. Classe III (2 pontos) indica risco intermediário e Classe IV (3 ou mais pontos) indica risco elevado, que em geral motiva preparo mais cuidadoso e, às vezes, investigação adicional antes do procedimento.
Vale insistir num ponto: classe elevada não significa cirurgia proibida. Significa que vale a pena chegar mais preparado. Ajustar medicação, controlar pressão ou diabetes e combinar cuidados extras com a equipe muda o desfecho de forma concreta.
O que o escore não enxerga
A limitação mais importante do RCRI é ignorar a capacidade funcional, que é justamente uma das informações mais valiosas da avaliação. Duas pessoas com o mesmo escore podem ter riscos bem diferentes se uma sobe escadas sem dificuldade e a outra se cansa ao atravessar um cômodo.
Também ficam de fora a idade, o tipo de anestesia, doenças de válvula, arritmias como a fibrilação atrial, anemia, doença pulmonar, fragilidade e o fato de a cirurgia ser eletiva ou de urgência. Por isso o escore é um ponto de partida da conversa clínica, nunca o desfecho dela.
Sinais que pedem avaliação antes de operar
Independentemente da pontuação, procure o seu médico antes da cirurgia se tiver dor no peito, falta de ar que apareceu ou piorou, palpitações, desmaio ou inchaço nas pernas. Sintoma novo muda a avaliação independentemente de qualquer escore.
Em caso de dor no peito intensa, falta de ar súbita ou sinais de infarto ou AVC, procure atendimento de emergência imediatamente ou ligue para o SAMU no 192.