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Por que um brasileiro em Washington procura um cardiologista brasileiro
A comunidade brasileira em Washington tem um perfil próprio. Muita gente chegou por conta da embaixada, de missões junto a organismos internacionais como o Banco Mundial, o FMI e a OEA, ou de intercâmbios ligados ao setor público. São pessoas acostumadas a lidar com inglês no trabalho, mas que, quando o assunto é o próprio coração, preferem a segurança de falar na língua materna. Explicar uma palpitação ou uma pressão que subiu exige palavras exatas, e é aí que o idioma pesa.
Há também a questão da mobilidade. Quem serve em posto no exterior costuma girar entre países e voltar ao Brasil a cada poucos anos, o que fragmenta o acompanhamento cardiológico. Um cardiologista brasileiro em Washington ajuda a manter esse fio conectado, entendendo o histórico que ficou no Brasil e conversando sobre o que está sendo tratado agora nos Estados Unidos, sem que o seu caso se perca a cada mudança de endereço.