Sintomas

Tontura e desmaio: pode ser o coração?

Nem toda tontura vem do coração, e a maioria dos desmaios é benigna. Ainda assim, alguns sinais merecem atenção. Entenda quando o sintoma pode ter origem cardíaca.

Tontura e desmaio: pode ser o coração? — orientação com a Dra. Fernanda Pimenta, cardiologista

Tontura e desmaio nem sempre vêm do coração, mas em parte dos casos sim. Quando a origem é cardíaca, costuma haver uma queda rápida do fluxo de sangue para o cérebro, provocada por uma arritmia (batimentos lentos ou acelerados demais) ou por uma alteração na estrutura do coração. Nesse cenário, o desmaio, chamado de síncope, tende a ser súbito, sem aviso, e pode acontecer deitado, durante o esforço ou junto com palpitações e dor no peito. A maioria das tonturas, porém, tem causas mais simples, como queda de pressão ao levantar, desidratação ou labirintite. Ainda assim, todo desmaio merece avaliação, porque só o médico separa o que é benigno do que pede atenção.

Quando a tontura ou o desmaio vêm do coração

O coração é uma bomba. Quando ele falha por alguns segundos em manter o sangue circulando, o cérebro fica sem oxigênio e o corpo responde com tontura ou desmaio. Esse desmaio de origem cardíaca se chama síncope cardíaca e tem uma marca registrada: aparece de repente, sem os avisos habituais como escurecimento da visão ou suor frio.

A causa mais frequente são as arritmias, quando o coração bate lento ou acelerado demais para bombear direito. Também podem entrar doenças das válvulas, do músculo cardíaco ou obstruções que limitam a saída de sangue. Por isso, um desmaio que surge no esforço ou com a pessoa deitada merece um olhar cuidadoso.

Tontura, vertigem e desmaio não são a mesma coisa

As palavras se misturam no dia a dia, mas descrevem sensações diferentes, e isso ajuda a encontrar a causa. A tontura é a sensação de cabeça leve, a impressão de que vai desmaiar. A vertigem é a sensação de que o ambiente gira, mais ligada ao labirinto, no ouvido interno, do que ao coração.

Já o desmaio, ou síncope, é a perda breve e completa da consciência, com recuperação espontânea em poucos segundos ou minutos. Descrever bem o que você sentiu, e o que fazia no momento, vale mais do que qualquer exame no início da investigação.

Sinais de alerta que merecem avaliação logo

A maior parte dos desmaios é benigna, principalmente a síncope vasovagal, aquela que vem depois de ficar muito tempo em pé, com calor, dor ou susto. Ela costuma dar aviso: náusea, suor e visão escurecendo. Nesses casos, deitar ou elevar as pernas resolve.

Alguns sinais, porém, aumentam a chance de a causa ser cardíaca e pedem avaliação sem demora. Não é motivo para pânico, e sim para procurar o médico com a informação certa em mãos.

Causas cardíacas mais comuns

Quando a origem é o coração, algumas condições aparecem com mais frequência. As arritmias lideram: o coração que bate devagar demais pode deixar o cérebro sem sangue por instantes, e o que dispara acelerado demais não enche direito entre um batimento e outro.

Há ainda as causas estruturais, como o estreitamento da válvula aórtica (a estenose aórtica), as doenças do músculo cardíaco e, com menos frequência, problemas que exigem investigação específica. Identificar qual delas está por trás do sintoma é o que define o tratamento.

Como o cardiologista investiga

A investigação começa com uma boa conversa. Saber como foi o desmaio, o que você fazia, se houve aviso e como você se recuperou orienta boa parte do diagnóstico. Em seguida, vem o exame físico, incluindo a medida da pressão deitado e em pé, e o eletrocardiograma.

Dependendo do caso, a Dra. Fernanda Pimenta pode pedir exames que acompanham o coração ao longo do tempo, como o Holter 24h, que registra o ritmo por um dia inteiro, e o ecocardiograma, que mostra a estrutura do coração. A ideia não é acumular exames, e sim escolher os que respondem à dúvida do seu caso.

O que fazer na hora e quando procurar ajuda

Se você sentir que vai desmaiar, sente ou deite o quanto antes e eleve as pernas. Isso ajuda o sangue a voltar para a cabeça e muitas vezes evita a queda, que costuma ser o que mais machuca. Ao ver alguém desmaiar, deite a pessoa de costas, eleve as pernas e observe a respiração.

A maioria dos desmaios se resolve sozinha, mas algumas situações são emergência e pedem o SAMU (192) na hora.

Conteúdo informativo, escrito pela Dra. Fernanda Pimenta. Não substitui uma consulta médica. Em caso de sintomas graves, procure atendimento de emergência.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Todo desmaio é problema de coração?

Não. A maioria dos desmaios é benigna, como a síncope vasovagal, que vem com calor, dor ou muito tempo em pé e costuma dar aviso. A suspeita de causa cardíaca cresce quando o desmaio é súbito, durante o esforço ou junto com dor no peito. Ainda assim, todo desmaio merece avaliação.

Fico tonto ao levantar da cama. É o coração?

Na maioria das vezes, essa tontura ao mudar de posição é uma queda de pressão chamada hipotensão ortostática, e não uma doença do coração. Ela pode piorar com desidratação, calor ou alguns remédios. Se for frequente ou vier com quase desmaio, vale medir a pressão deitado e em pé e comentar com o médico.

Meu filho desmaiou jogando futebol. Preciso me preocupar?

Desmaio durante o esforço é um dos sinais que merecem avaliação sem demora, em qualquer idade. Não significa que exista algo grave, mas é justamente essa situação que o cardiologista precisa investigar, com exames como eletrocardiograma e ecocardiograma, antes de o esporte ser retomado.

Que exames podem ser pedidos para investigar desmaios?

Depende da história e do exame físico. Costumam entrar o eletrocardiograma, o Holter 24h, que grava o ritmo do coração por um dia inteiro, e o ecocardiograma, que mostra a estrutura e as válvulas. Em alguns casos, o teste ergométrico. A ideia é escolher o que responde à dúvida do seu caso.

Como agendar uma consulta com a Dra. Fernanda Pimenta em Brasília?

Para marcar sua consulta cardiológica em Brasília e investigar tonturas ou desmaios com calma, chame no WhatsApp (61) 99817-3262 ou ligue para (61) 3773-4222. Se o episódio estiver acontecendo agora, com dor no peito, falta de ar ou perda de consciência, acione o SAMU (192).