O infarto acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado, geralmente por um coágulo em uma artéria. O sinal mais conhecido é a dor ou aperto no peito, que pode se espalhar para o braço, o pescoço, a mandíbula ou as costas, e costuma vir acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea e uma sensação forte de mal-estar. Nem sempre é uma dor intensa: em mulheres, idosos e diabéticos, os sintomas podem ser mais discretos. Diante da suspeita, a atitude certa é uma só: ligar imediatamente para o SAMU (192). Quanto antes o socorro chega, mais músculo cardíaco se preserva. Tempo, aqui, é coração.
O que é um infarto e por que ele acontece
O coração é um músculo e, como qualquer músculo, precisa de sangue e oxigênio para funcionar. Esse suprimento chega pelas artérias coronárias. Quando uma delas entope, a região que dependia daquele sangue começa a sofrer e, se o bloqueio não é desfeito a tempo, parte do músculo morre. É isso que chamamos de infarto agudo do miocárdio.
Na maioria dos casos, o entupimento vem do acúmulo de gordura nas paredes das artérias, as placas de aterosclerose, que podem se romper e formar um coágulo. Por isso, cuidar dos fatores que agridem as artérias ao longo da vida é a melhor forma de reduzir o risco.
Os principais sinais de alerta
O sintoma clássico é uma dor ou aperto no meio do peito, como um peso ou uma pressão que dura mais de alguns minutos ou vai e volta. Essa dor pode irradiar para o braço esquerdo, mas também para o direito, para o pescoço, a mandíbula, o estômago ou as costas. Junto dela, é comum aparecer falta de ar, suor frio, palidez, enjoo e uma sensação angustiante de que algo está errado.
Vale lembrar que o infarto nem sempre se apresenta como nos filmes. Muitas pessoas sentem um desconforto mais leve e o interpretam como má digestão, cansaço ou dor muscular. Reconhecer o conjunto de sinais ajuda a não perder tempo precioso.
Sintomas em mulheres, idosos e diabéticos
Nem todo infarto começa com aquela dor intensa e óbvia. Em mulheres, os sintomas costumam ser mais sutis: cansaço fora do comum, falta de ar, enjoo, dor nas costas ou na mandíbula, sem o aperto forte no peito. Isso faz com que muitas demorem a procurar ajuda, o que atrasa o tratamento.
Em pessoas idosas e em quem tem diabetes, o quadro também pode ser silencioso. O diabetes, com o tempo, reduz a percepção da dor, de modo que o infarto se manifesta mais como falta de ar, confusão ou mal-estar geral. Nesses grupos, qualquer sintoma novo e persistente merece atenção redobrada.
O que fazer diante da suspeita de infarto
Se você ou alguém por perto apresenta esses sinais, a prioridade é acionar o socorro imediatamente, ligando para o SAMU (192). Não espere para ver se melhora, não dirija até o hospital por conta própria e não tente aguentar a dor. Cada minuto conta para salvar o músculo do coração.
Enquanto o socorro não chega, mantenha a pessoa em repouso, sentada ou semideitada, em local arejado, e ajude a manter a calma. Afrouxe roupas apertadas. A equipe do SAMU orienta pelo telefone. Se a pessoa perder os batimentos e parar de responder, iniciar as compressões torácicas até a ajuda chegar pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Como reduzir o risco de um infarto
A boa notícia é que grande parte dos infartos pode ser evitada com o cuidado dos fatores de risco ao longo da vida. Controlar a pressão alta, o colesterol e o diabetes, não fumar e manter o peso adequado protegem as artérias do coração de forma consistente. Nada disso é milagre de um dia; é o resultado de escolhas repetidas com constância.
O acompanhamento cardiológico regular ajuda a identificar riscos antes que virem problema. Em consulta, a Dra. Fernanda Pimenta avalia seu histórico, seus exames e seus hábitos para montar um plano de prevenção que faça sentido para a sua realidade. Prevenir é sempre mais tranquilo do que tratar um infarto já instalado.