Sintomas

Infarto: sinais de alerta e o que fazer na hora

Reconhecer cedo os sinais de um infarto e agir rápido faz toda a diferença. Entenda quais sintomas merecem atenção, quando é emergência e o que fazer enquanto a ajuda chega.

Infarto: sinais de alerta e o que fazer — orientação com a Dra. Fernanda Pimenta, cardiologista

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado, geralmente por um coágulo em uma artéria. O sinal mais conhecido é a dor ou aperto no peito, que pode se espalhar para o braço, o pescoço, a mandíbula ou as costas, e costuma vir acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea e uma sensação forte de mal-estar. Nem sempre é uma dor intensa: em mulheres, idosos e diabéticos, os sintomas podem ser mais discretos. Diante da suspeita, a atitude certa é uma só: ligar imediatamente para o SAMU (192). Quanto antes o socorro chega, mais músculo cardíaco se preserva. Tempo, aqui, é coração.

O que é um infarto e por que ele acontece

O coração é um músculo e, como qualquer músculo, precisa de sangue e oxigênio para funcionar. Esse suprimento chega pelas artérias coronárias. Quando uma delas entope, a região que dependia daquele sangue começa a sofrer e, se o bloqueio não é desfeito a tempo, parte do músculo morre. É isso que chamamos de infarto agudo do miocárdio.

Na maioria dos casos, o entupimento vem do acúmulo de gordura nas paredes das artérias, as placas de aterosclerose, que podem se romper e formar um coágulo. Por isso, cuidar dos fatores que agridem as artérias ao longo da vida é a melhor forma de reduzir o risco.

Os principais sinais de alerta

O sintoma clássico é uma dor ou aperto no meio do peito, como um peso ou uma pressão que dura mais de alguns minutos ou vai e volta. Essa dor pode irradiar para o braço esquerdo, mas também para o direito, para o pescoço, a mandíbula, o estômago ou as costas. Junto dela, é comum aparecer falta de ar, suor frio, palidez, enjoo e uma sensação angustiante de que algo está errado.

Vale lembrar que o infarto nem sempre se apresenta como nos filmes. Muitas pessoas sentem um desconforto mais leve e o interpretam como má digestão, cansaço ou dor muscular. Reconhecer o conjunto de sinais ajuda a não perder tempo precioso.

Sintomas em mulheres, idosos e diabéticos

Nem todo infarto começa com aquela dor intensa e óbvia. Em mulheres, os sintomas costumam ser mais sutis: cansaço fora do comum, falta de ar, enjoo, dor nas costas ou na mandíbula, sem o aperto forte no peito. Isso faz com que muitas demorem a procurar ajuda, o que atrasa o tratamento.

Em pessoas idosas e em quem tem diabetes, o quadro também pode ser silencioso. O diabetes, com o tempo, reduz a percepção da dor, de modo que o infarto se manifesta mais como falta de ar, confusão ou mal-estar geral. Nesses grupos, qualquer sintoma novo e persistente merece atenção redobrada.

O que fazer diante da suspeita de infarto

Se você ou alguém por perto apresenta esses sinais, a prioridade é acionar o socorro imediatamente, ligando para o SAMU (192). Não espere para ver se melhora, não dirija até o hospital por conta própria e não tente aguentar a dor. Cada minuto conta para salvar o músculo do coração.

Enquanto o socorro não chega, mantenha a pessoa em repouso, sentada ou semideitada, em local arejado, e ajude a manter a calma. Afrouxe roupas apertadas. A equipe do SAMU orienta pelo telefone. Se a pessoa perder os batimentos e parar de responder, iniciar as compressões torácicas até a ajuda chegar pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Como reduzir o risco de um infarto

A boa notícia é que grande parte dos infartos pode ser evitada com o cuidado dos fatores de risco ao longo da vida. Controlar a pressão alta, o colesterol e o diabetes, não fumar e manter o peso adequado protegem as artérias do coração de forma consistente. Nada disso é milagre de um dia; é o resultado de escolhas repetidas com constância.

O acompanhamento cardiológico regular ajuda a identificar riscos antes que virem problema. Em consulta, a Dra. Fernanda Pimenta avalia seu histórico, seus exames e seus hábitos para montar um plano de prevenção que faça sentido para a sua realidade. Prevenir é sempre mais tranquilo do que tratar um infarto já instalado.

Conteúdo informativo, escrito pela Dra. Fernanda Pimenta. Não substitui uma consulta médica. Em caso de sintomas graves, procure atendimento de emergência.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Toda dor no peito é infarto?

Não. Muitas dores no peito têm causas menos graves, como problemas musculares, ansiedade, refluxo ou gases. Ainda assim, uma dor que aperta, dura mais de alguns minutos, irradia para o braço ou a mandíbula e vem com suor frio ou falta de ar deve ser levada a sério. Na dúvida, é mais seguro procurar avaliação do que ignorar.

Dá para ter infarto sem sentir dor no peito?

Sim. Existe o chamado infarto silencioso, mais comum em pessoas idosas, diabéticas e em mulheres. Em vez da dor típica, os sintomas podem ser falta de ar, cansaço extremo, enjoo, suor frio ou mal-estar geral. Por isso, qualquer sintoma novo e persistente merece atenção.

Qual a diferença entre infarto e parada cardíaca?

São coisas diferentes. O infarto é o entupimento de uma artéria que interrompe o sangue para parte do coração. A parada cardíaca é quando o coração para de bater e a pessoa perde a consciência. Um infarto pode levar a uma parada, mas nem sempre. Nos dois casos, acione o SAMU (192) na hora.

O que devo fazer enquanto espero o socorro?

Mantenha a pessoa em repouso, sentada ou semideitada, em local arejado, e ajude a mantê-la calma. Afrouxe roupas apertadas e não a deixe dirigir. Siga as orientações que a central do SAMU passa por telefone. Se ela parar de responder e de respirar, inicie as compressões no peito até a ajuda chegar.

Como faço para agendar uma avaliação de prevenção em Brasília?

A consulta cardiológica é o momento de avaliar seus fatores de risco e montar um plano de prevenção. Para marcar sua consulta com a Dra. Fernanda Pimenta em Águas Claras ou na Asa Sul, chame no WhatsApp (61) 99817-3262 ou ligue para (61) 3773-4222.