Prevenção

AVC e coração: qual é a ligação entre eles?

O AVC, também chamado de derrame, muitas vezes começa no coração. Entenda como problemas cardíacos elevam o risco e o que a prevenção pode fazer.

AVC e coração: qual a ligação? — orientação com a Dra. Fernanda Pimenta, cardiologista

O AVC (acidente vascular cerebral, o popular derrame) e o coração estão mais ligados do que parece. Boa parte dos AVCs acontece quando um coágulo viaja até o cérebro e entope um vaso, e esse coágulo muitas vezes se forma dentro do próprio coração. A causa mais conhecida é a fibrilação atrial, uma arritmia que faz o sangue estagnar e coagular. A pressão alta também é protagonista, porque desgasta as artérias que levam sangue ao cérebro. A boa notícia é que grande parte desses casos é prevenível: controlar a pressão, tratar arritmias e cuidar do coração reduz muito o risco. Quem orienta esse cuidado é a cardiologista, a partir da sua história.

Como um problema do coração vira um AVC

Existem dois tipos principais de AVC. O AVC isquêmico, o mais comum, acontece quando um coágulo entope uma artéria do cérebro e interrompe a chegada de sangue. O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso se rompe e sangra dentro do cérebro, situação muito ligada à pressão alta não controlada. Em ambos, parte do cérebro fica sem irrigação e as células sofrem em poucos minutos.

A ligação aparece principalmente no AVC isquêmico. Quando o coração bate de forma irregular ou tem alguma alteração estrutural, pode formar coágulos dentro dele. Esse coágulo se solta, viaja pela circulação e para em um vaso do cérebro. É o chamado AVC cardioembólico: o coração é a origem do problema que aparece no cérebro.

Fibrilação atrial: a arritmia que mais causa AVC

A fibrilação atrial é a arritmia mais associada ao AVC. Nela, as câmaras superiores do coração, os átrios, não contraem de forma organizada e tremem em vez de bater. Com esse batimento caótico, o sangue pode estagnar em um cantinho do átrio, favorecendo coágulos que depois viajam até o cérebro.

Essa arritmia é perigosa porque muitas vezes é silenciosa ou aparece só em crises. A pessoa pode sentir palpitações, cansaço e falta de ar, ou não sentir nada. Por isso, investigar batimentos irregulares ajuda a prevenir o derrame. Diagnosticada a fibrilação atrial, há tratamento eficaz para reduzir o risco, incluindo anticoagulantes quando indicados.

Pressão alta, o fator de risco número um

A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC, tanto o isquêmico quanto o hemorrágico. A pressão elevada por muito tempo vai desgastando e enrijecendo as artérias, inclusive as que levam sangue ao cérebro. Esse desgaste favorece o entupimento e enfraquece a parede dos vasos, que podem se romper.

O problema é que a pressão alta costuma não dar sintomas por anos, e muita gente convive com ela sem saber. Mantê-la sob controle é uma das medidas que mais reduzem o risco de derrame, com medição regular, hábitos saudáveis e, quando necessário, medicação orientada.

Outras condições do coração que aumentam o risco

A fibrilação atrial e a hipertensão são as principais, mas não as únicas. O infarto recente pode deixar áreas do coração com sangue parado, e as doenças das válvulas e a insuficiência cardíaca também elevam o risco de coágulos.

Fatores gerais completam o quadro. Diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo agridem os vasos ao longo do tempo. Por isso, a prevenção do AVC caminha junto com o cuidado global do coração, e não como algo separado.

Reconhecer o AVC rápido pode salvar

No AVC, tempo é cérebro: quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de recuperação e menor a sequela. Existe um jeito simples de reconhecer os sinais, o teste SAMU, que ajuda a lembrar o que observar. Diante de qualquer suspeita, não espere passar: ligue imediatamente para o 192 (SAMU).

Os sinais costumam aparecer de repente, sem explicação, mesmo que pareçam melhorar depois. Anotar o horário em que começaram ajuda muito a equipe médica.

O que a prevenção cardiológica pode fazer

A maior parte dos AVCs pode ser evitada, e o cuidado com o coração é central nessa prevenção. Controlar a pressão, investigar arritmias como a fibrilação atrial, cuidar do colesterol e do diabetes e adotar hábitos saudáveis protege ao mesmo tempo o coração e o cérebro. Não é uma medida isolada, e sim acompanhamento ao longo do tempo.

Na consulta, a Dra. Fernanda Pimenta avalia o seu risco individual, examina o ritmo do coração e a pressão e monta um plano de prevenção adequado à sua história. O objetivo é agir antes, tratar o que for possível e reduzir o risco de um evento grave, com decisões claras e no seu tempo.

Conteúdo informativo, escrito pela Dra. Fernanda Pimenta. Não substitui uma consulta médica. Em caso de sintomas graves, procure atendimento de emergência.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Todo AVC começa no coração?

Não. Muitos AVCs têm origem no coração, principalmente quando há fibrilação atrial ou outra alteração que favorece coágulos, mas nem todos. A pressão alta, o colesterol e as doenças das próprias artérias do cérebro também causam derrame. Por isso a avaliação olha o conjunto.

Tenho fibrilação atrial. Vou ter um AVC?

Não necessariamente. A fibrilação atrial aumenta o risco, mas existe tratamento eficaz para reduzi-lo, incluindo anticoagulantes quando indicados. O risco de cada pessoa é diferente e calculado na consulta. Com acompanhamento adequado, muita gente convive bem com a arritmia.

Como sei se meu coração pode causar um AVC?

A investigação começa na consulta cardiológica, com a sua história e o exame clínico. A cardiologista costuma pedir eletrocardiograma e, muitas vezes, um Holter 24h para flagrar arritmias esporádicas, além de avaliar a pressão. Com esses dados, dá para estimar o risco e planejar a prevenção.

Quais sinais de AVC preciso reconhecer com urgência?

Fique atento a sinais que surgem de repente: rosto caído de um lado, fraqueza ou dormência em um braço e fala enrolada. Diante de qualquer um deles, ligue imediatamente para o 192 (SAMU) e anote o horário em que os sintomas começaram. No AVC, cada minuto conta.

Como faço para agendar uma avaliação de prevenção em Brasília?

Você pode marcar uma consulta de prevenção cardiológica com a Dra. Fernanda Pimenta em Águas Claras ou na Asa Sul. Basta chamar no WhatsApp (61) 99817-3262 ou ligar para (61) 3773-4222. Na consulta, avaliamos o seu risco e montamos um plano para proteger coração e cérebro.